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Entrevista para a revista Mega sobre boas práticas na utilização de computadores e prevenção de crimes cibernéticos

Educação e inclusão digital sob a perspectiva da segurança na internet

Emerson Wendt (Delegado de Polícia e professor da Academia de Polícia do Rio Grande do Sul – www.higorjorge.com.br)

Higor Vinicius Nogueira Jorge (Delegado de Polícia e professor da Academia de Polícia de São Paulo – www.higorjorge.com.br)

Muito se tem falado sobre a necessidade de promover a inclusão social das camadas menos favorecidas da sociedade e sobre a importância que “inclusão digital” exerce no desenvolvimento deste processo.
Neste sentido, o Governo Federal tem divulgado que “o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) pretende oferecer internet com velocidade de 1 Mbps com preços a partir de R$ 35 em 4.283 municípios até 2014”[i]. A principal finalidade do PNBL é oferecer, para boa parte da população do país, o acesso à banda larga e, deste modo, permitir a inclusão digital e social deste segmento da população, carente de informações.
Apesar da importância da disseminação da internet para todas as camadas sociais, deve-se considerar também a necessidade de se promover a educação digital da população, para evitar que os usuários de internet sejam vítimas/autores de crimes. Isso se justifica porque não existe instrumento melhor que a prevenção para evitar que usuários de computadores se envolvam com os crimes que acontecem no âmbito cibernético.
A partir do momento que o usuár Continue lendo Educação e inclusão digital sob a perspectiva da segurança na internet

Curso sobre investigação de crimes cibernéticos em Sergipe

Nos dias 21, 22, 23, 24 e 25 de novembro o delegado de polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge, professor da Academia de Polícia de São Paulo, ministrou curso sobre investigação de crimes cibernéticos na Academia da Polícia Civil do Estado de Sergipe.
Na ocasião foram apresentadas as ameaças mais comuns que os usuários de internet estão submetidos, alguns casos práticos investigados pela Polícia Civil e os principais procedimentos investigativos destinados a coletar as evidências digitais e promover a identificação dos autores destes crimes.
Segundo o delegado a oportunidade de participar da capacitação dos policiais de Sergipe foi muito importante para trocar experiências e demonstrar o trabalho que a Polícia Civil de São Paulo tem desenvolvido no enfrentamento dos crimes cometidos contra e/ou por intermédio de computadores.
Nos dias em que esteve no Estado o delegado também proferiu a palestra “Segurança da Informação e riscos decorrentes da internet” para os funcionários do Departamento Administrativo Financeiro da Secretaria de Segurança de Sergipe, se encontrou com a delegada Katarina Feitosa, Superintendente da Polícia Civil do Estado, com o delegado Abelardo Inácio da Silva, Diretor da Academia de Polícia, com o delegado Jocélio Franca Fróes, Diretor do Departamento Administrativo Financeiro da SSP e participou de reunião com a Comissão de Direito Eletrônico da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe.
O diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Emerson Wendt, também ministrou curso sobre investigação de crimes cibernéticos para os policiais.

Redes sociais são portas abertas para crimes cibernéticos – Jornal Gazeta de Limeira

Mesmo com filtros de privacidade, uuário é suscetível a ameaças com consequências reais

Quando publica-se um conteúdo na internet, mesmo com filtros de privacidade, mais do que amigos podem ter acesso. E muitas vezes a permissão é dada pelo próprio dono do perfil, ao aceitar o acesso de perfis suspeitos ou desconhecidos. “Não há garantias de que a pessoa é, de fato, a que diz ser”. O alerta é do delegado de polícia Higor Vinícius Nogueira Jorge, professor da Academia de Polícia e especialista na investigação de crimes cibernéticos. “A pessoa não pode considerar apenas a si e aos seus amigos, mas muitos com má intenção. Infelizmente isso só é percebido quando é tarde demais”, lamenta.
Crimes contra a honra e fraudes, como as bancárias, por meio de compras no e-commerce em falsas
empresas, são alguns dos casos mais corriqueiros que nascem no meio virtual. Porém, com consequências reais.

INIMIGO EM CASA
O fato de as crianças não estarem na rua, porém, em casa, com o computador como entretenimento, é motivo de preocupação,
principalmente se trancadas sozinhas no quarto. “Se os pais orientam as crianças a não falar com estranhos na rua, o efeito no mundo virtual tem a mesma consequência. Por isso é perigoso o uso da webcam e salas de bate-papo, para as quais os menores são atraídos”, explica o delegado, que aponta como consequência os casos de estupro de vulnerável.
Ele sugere primeiramente o diálogo, além da observação da criança ou jovem e monitoramento dos contatos, além da orientação de não revelar informações pessoais.

ARQUIVOS DA DISCÓRDIA
A proliferação de vídeos e fotos, reproduzidos de forma cada vez mais rápida também é um problema que, mesmo levando ações
judiciais adiante, dificulta a reparação. Jorge esclarece que, uma vez publicado, o autor “não tem direito ao esquecimento”. Ele ilustra com o caso recente da atriz Scarlet Johanson, quando fotos íntimas dela guardadas no celular foram parar na web. “A vítima dificilmente consegue retirar o conteúdo da web”, diz o delegado, referindo-se à dor de cabeça provocada pela ira de ex-namorados ou de inimigos, que publicam arquivos de conteúdo íntimo ou ofensivo.
Potencializados pelos blogs e redes sociais, a repercussão dos casos pode rapidamente ultrapassar os limites do país, como no caso citado.
Por isso ele orienta cuidado na postagem de conteúdo pessoal, que pode até parecer inofensivo no presente, mas causar transtornos futuros. Um exemplo são as fotos de biquini. Outro hábito de quem é usuário das redes sociais é o uso da geolocalização, no qual coloca-se na rede onde está e em que momento. “Isso favorece a perseguição eletrônica, com consequências também reais. Afinal, se a pessoa está viajando, alguém que o monitore saberá que não está em casa, o que dá margem para cometer crimes na residência”, exemplifica. (DL)

QUANDO A BRINCADEIRA DE MAU GOSTO SE TORNA PROCESSO
O delegado alerta que o uso de falsa identidade no meio virtual, prática conhecida popularmente como a criação de perfis “fakes”, no intuito de obter vantagens ou causar danos, é passível de detenção de três meses a um ano. Ele salienta que a polícia tem plenas condições de identificar quem age dessa forma, já que todo conteúdo publicado deixa um “rastro”: tanto a identificação e horário da conexão, o IP, como o arquivo de registro no computador, o log. Mesmo diante de possíveis dificuldades em obter esses dados junto às operadoras, meios tradicionais de investigação também são utilizados.
Para se defender ele diz que o primeiro passo é coletar informações da página em que a pessoa se passa pela vítima ou onde foi publicada a ofensa ou ameaça.
Vale copiar ou fotografar, desde que o material seja registrado e levado à delegacia. Uma das maneiras de dar início à investigação é com uma certidão que é feita pelo escrivão, no momento da queixa, em que o profissional acessa o conteúdo, em endereço informado pela vítima e dá fé pública das informações acessadas, certificando para a polícia civil que o conteúdo em questão é falso. É uma forma de materializar o processo e o delegado representa para que o juiz determine que a rede social ou provedor forneçam as informações. “O importante é que a pessoa esteja consciente dos riscos e tenha noção dos procedimentos preventivos. Tem aumentado o número de vítimas, já que os cibercriminosos evoluem, mas nem todas as pessoas com acesso a internet têm o conhecimento adequado e não têm como se prevenir. Neste caso, no Plano Nacional de Banda Larga, muito importante para a inclusão digital e social, não existe essa preocupação da educação digital. Dessa forma as pessoas têm acesso, mas tornam-se vítimas em potencial”, alerta. Mais dicas da Polícia Civil, para segurança na internet, podem ser acessados em www.gazetainfo.com.br. (DL)

Entrevista com a jornalista Dhaisa Lacerda da Gazeta de Limeira.

Extraído do site: http://www.gazetainfo.com.br/site/index.php?r=noticias&id=4667

Não existe anonimato para criminosos da internet

O Brasil é considerado um dos países do mundo com mais pessoas conectadas na internet e muitos tem utilizado esse recurso para agregar os mais variados benefícios, seja na vida profissional, pessoal ou para agregar conhecimentos.
Contudo muitas vezes a internet é utilizada de uma forma negativa, ou seja, para causar transtornos, prejuízos ou problemas para as vítimas.
Em algumas dessas situações ocorrem os chamados “crimes cibernéticos” que podem ser conceituados como sendo as condutas previstas no Código Penal e em Leis Penais Especiais praticadas por intermédio e/ou contra o computador ou outro dispositivo que possibilite o acesso a internet.
O que chama a atenção nestes casos é que os autores desses crimes geralmente acreditam que estão protegidos pelo anonimato, que não serão identificados e alguns inclusive dizem que praticar essas ações pela internet não é crime.
O dia a dia de uma Delegacia de Polícia tem provado que estas pessoas estão equivocadas, pois existem inúmeros recursos que permitem que a Polícia Civil promova a investigação desses crimes de forma a esclarecer a autoria e coletar o conjunto probatório que permitirá a punição daqueles que fazem essa utilização indevida da internet.
É muito comum a identificação dos autores de crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria) praticados pela internet que alegam terem realizado a conduta criminosa por uma brincadeira ou por uma convicção política. Essa justificativa não os exime da efetiva punição pelas suas ações.
Cabe esclarecer que esse tipo de conduta além de ser considerada criminosa também permite que a vítima promova a ação de reparação de danos contra o criminoso.
Em razão desses fatos é imprescindível que órgãos públicos, estabelecimentos de ensino e a sociedade civil organizada promovam a educação digital dos usuários de internet para que tenham consciência dos riscos decorrentes da utilização indevida da internet.

Elaborado por Higor Vinicius Nogueira Jorge

Extraído do Jornal de Jales: http://www.jornaldejales.com.br/?require=noticias&codigocaderno=14