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Redes sociais são portas abertas para crimes cibernéticos – Jornal Gazeta de Limeira

Mesmo com filtros de privacidade, uuário é suscetível a ameaças com consequências reais

Quando publica-se um conteúdo na internet, mesmo com filtros de privacidade, mais do que amigos podem ter acesso. E muitas vezes a permissão é dada pelo próprio dono do perfil, ao aceitar o acesso de perfis suspeitos ou desconhecidos. “Não há garantias de que a pessoa é, de fato, a que diz ser”. O alerta é do delegado de polícia Higor Vinícius Nogueira Jorge, professor da Academia de Polícia e especialista na investigação de crimes cibernéticos. “A pessoa não pode considerar apenas a si e aos seus amigos, mas muitos com má intenção. Infelizmente isso só é percebido quando é tarde demais”, lamenta.
Crimes contra a honra e fraudes, como as bancárias, por meio de compras no e-commerce em falsas
empresas, são alguns dos casos mais corriqueiros que nascem no meio virtual. Porém, com consequências reais.

INIMIGO EM CASA
O fato de as crianças não estarem na rua, porém, em casa, com o computador como entretenimento, é motivo de preocupação,
principalmente se trancadas sozinhas no quarto. “Se os pais orientam as crianças a não falar com estranhos na rua, o efeito no mundo virtual tem a mesma consequência. Por isso é perigoso o uso da webcam e salas de bate-papo, para as quais os menores são atraídos”, explica o delegado, que aponta como consequência os casos de estupro de vulnerável.
Ele sugere primeiramente o diálogo, além da observação da criança ou jovem e monitoramento dos contatos, além da orientação de não revelar informações pessoais.

ARQUIVOS DA DISCÓRDIA
A proliferação de vídeos e fotos, reproduzidos de forma cada vez mais rápida também é um problema que, mesmo levando ações
judiciais adiante, dificulta a reparação. Jorge esclarece que, uma vez publicado, o autor “não tem direito ao esquecimento”. Ele ilustra com o caso recente da atriz Scarlet Johanson, quando fotos íntimas dela guardadas no celular foram parar na web. “A vítima dificilmente consegue retirar o conteúdo da web”, diz o delegado, referindo-se à dor de cabeça provocada pela ira de ex-namorados ou de inimigos, que publicam arquivos de conteúdo íntimo ou ofensivo.
Potencializados pelos blogs e redes sociais, a repercussão dos casos pode rapidamente ultrapassar os limites do país, como no caso citado.
Por isso ele orienta cuidado na postagem de conteúdo pessoal, que pode até parecer inofensivo no presente, mas causar transtornos futuros. Um exemplo são as fotos de biquini. Outro hábito de quem é usuário das redes sociais é o uso da geolocalização, no qual coloca-se na rede onde está e em que momento. “Isso favorece a perseguição eletrônica, com consequências também reais. Afinal, se a pessoa está viajando, alguém que o monitore saberá que não está em casa, o que dá margem para cometer crimes na residência”, exemplifica. (DL)

QUANDO A BRINCADEIRA DE MAU GOSTO SE TORNA PROCESSO
O delegado alerta que o uso de falsa identidade no meio virtual, prática conhecida popularmente como a criação de perfis “fakes”, no intuito de obter vantagens ou causar danos, é passível de detenção de três meses a um ano. Ele salienta que a polícia tem plenas condições de identificar quem age dessa forma, já que todo conteúdo publicado deixa um “rastro”: tanto a identificação e horário da conexão, o IP, como o arquivo de registro no computador, o log. Mesmo diante de possíveis dificuldades em obter esses dados junto às operadoras, meios tradicionais de investigação também são utilizados.
Para se defender ele diz que o primeiro passo é coletar informações da página em que a pessoa se passa pela vítima ou onde foi publicada a ofensa ou ameaça.
Vale copiar ou fotografar, desde que o material seja registrado e levado à delegacia. Uma das maneiras de dar início à investigação é com uma certidão que é feita pelo escrivão, no momento da queixa, em que o profissional acessa o conteúdo, em endereço informado pela vítima e dá fé pública das informações acessadas, certificando para a polícia civil que o conteúdo em questão é falso. É uma forma de materializar o processo e o delegado representa para que o juiz determine que a rede social ou provedor forneçam as informações. “O importante é que a pessoa esteja consciente dos riscos e tenha noção dos procedimentos preventivos. Tem aumentado o número de vítimas, já que os cibercriminosos evoluem, mas nem todas as pessoas com acesso a internet têm o conhecimento adequado e não têm como se prevenir. Neste caso, no Plano Nacional de Banda Larga, muito importante para a inclusão digital e social, não existe essa preocupação da educação digital. Dessa forma as pessoas têm acesso, mas tornam-se vítimas em potencial”, alerta. Mais dicas da Polícia Civil, para segurança na internet, podem ser acessados em www.gazetainfo.com.br. (DL)

Entrevista com a jornalista Dhaisa Lacerda da Gazeta de Limeira.

Extraído do site: http://www.gazetainfo.com.br/site/index.php?r=noticias&id=4667

Não existe anonimato para criminosos da internet

O Brasil é considerado um dos países do mundo com mais pessoas conectadas na internet e muitos tem utilizado esse recurso para agregar os mais variados benefícios, seja na vida profissional, pessoal ou para agregar conhecimentos.
Contudo muitas vezes a internet é utilizada de uma forma negativa, ou seja, para causar transtornos, prejuízos ou problemas para as vítimas.
Em algumas dessas situações ocorrem os chamados “crimes cibernéticos” que podem ser conceituados como sendo as condutas previstas no Código Penal e em Leis Penais Especiais praticadas por intermédio e/ou contra o computador ou outro dispositivo que possibilite o acesso a internet.
O que chama a atenção nestes casos é que os autores desses crimes geralmente acreditam que estão protegidos pelo anonimato, que não serão identificados e alguns inclusive dizem que praticar essas ações pela internet não é crime.
O dia a dia de uma Delegacia de Polícia tem provado que estas pessoas estão equivocadas, pois existem inúmeros recursos que permitem que a Polícia Civil promova a investigação desses crimes de forma a esclarecer a autoria e coletar o conjunto probatório que permitirá a punição daqueles que fazem essa utilização indevida da internet.
É muito comum a identificação dos autores de crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria) praticados pela internet que alegam terem realizado a conduta criminosa por uma brincadeira ou por uma convicção política. Essa justificativa não os exime da efetiva punição pelas suas ações.
Cabe esclarecer que esse tipo de conduta além de ser considerada criminosa também permite que a vítima promova a ação de reparação de danos contra o criminoso.
Em razão desses fatos é imprescindível que órgãos públicos, estabelecimentos de ensino e a sociedade civil organizada promovam a educação digital dos usuários de internet para que tenham consciência dos riscos decorrentes da utilização indevida da internet.

Elaborado por Higor Vinicius Nogueira Jorge

Extraído do Jornal de Jales: http://www.jornaldejales.com.br/?require=noticias&codigocaderno=14

Delegado visita sede da OAB/SE

Na tarde desta quinta-feira, 24, o Palácio da Cidadania, sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe, recebeu a visita do Delegado Higor Jorge, de São Paulo, que veio à Aracaju para ministrar palestras sobre investigação de crimes cibernéticos para a Polícia Civil de Sergipe. O delegado foi acompanhado por membros da Comissão de Direito Eletrônico durante o ‘tour’ que fez pela sede, que também contou com a presença do mais novo membro da Comissão: o advogado João José Souza Pereira.
Higor Jorge relembrou, em sua visita e na conversa que obteve com os membros da Comissão, a importância dos cuidados e a atenção que o internauta deve ter ao acessar o vasto universo da internet, além de explicar um pouco sobre o curso que veio ministrar em Aracaju. “O intuito é capacitar o policial a promover a identificação dos autores desta modalidade de crime, bem como apresentar procedimentos para a coleta das evidências digitais e de outros conteúdos capazes de provar a autoria de um crime deste tipo”, resumiu o delegado.
Além do curso ministrado para os policiais civis, o delegado também proferiu a palestra “Segurança da Informação e riscos decorrentes da internet” aos funcionários do Departamento de Administração e Finanças (DAF) da Secretaria de Segurança de Sergipe. De acordo com ele, a conscientização dos riscos da utilização da internet e as formas de usufruí-la são outros aspectos abordados na palestra, uma vez que houve um crescimento expressivo no uso da internet no país e, conseqüentemente, do número de crimes virtuais.
O delegado também destacou a prevenção como ponto fundamental para evitar este tipo de situação. “É necessário que seja promovida, também, a educação do usuário”, salientou. “Muitas vezes, os cidadãos lembram-se de ter uma boa segurança em casa, trancar portas e janelas, por exemplo, e esquecem-se de dar o mesmo suporte para sua internet, seu celular, etc. Até porque, é válido lembrar que os crimes podem ser virtuais, mas as conseqüências são reais”, pontuou Jorge.
Visita
Em seu breve passeio pelo Palácio da Cidadania, o delegado Higor Jorge destacou a referência que os outros Estados têm sobre os trabalhos realizados pela Seccional Sergipe da OAB e se declarou impressionado com a sede da OAB/SE. “Não só a arquitetura em si, mas a história da OAB Sergipe e a valorização que os seus integrantes têm para com a sua Seccional”, comentou. “Para mim, isto é vital para um futuro promissor: o reconhecimento de sua história”, complementou Jorge.
No bate-papo com membros da Comissão de Direito Eletrônico, estavam presentes o presidente da Comissão, Afonso Oliva, o membro Gabriel Rodrigues da Paixão e, o mais novo integrante, João José Souza Pereira. Para o presidente, a ida do delegado à sede e o contato com a Comissão é muito importante, especialmente para somar conhecimentos. “Este intercâmbio de informações entre a OAB/SE e o delegado é de alta relevância para melhor realizarmos e disseminarmos o nosso trabalho. É uma honra”, finalizou Oliva.

Extraído do site: http://www.oabsergipe.com.br/novo/conteudos_ver.php?cat=7&id=429

Acadepol promoveu palestra sobre Segurança da Informação e Riscos da Internet

A preocupação da direção da Acadepol em trabalhar para qualificar um número maior de pessoas para atuarem contra crimes cibernéticos e realizarem prevenção no sentido de evitá-los fez com que fosse realizada, no dia 24 de novembro, uma palestra sobre o tema “Segurança da Informação e Riscos Decorrentes da Internet”. Desta vez o público alvo foram os funcionários do Departamento Administrativo Financeiro – DAF, da Secretaria de Segurança de Sergipe.
A palestra foi proferida pelo delegado de polícia, Higor Vinicius Nogueira Jorge, que é professor da Academia de Polícia de São Paulo e estava no Estado de Sergipe para ministrar aulas no Curso de Investigação de Crimes Cibernéticos realizado pela Academia de Polícia Civil de Sergipe, que durou de 21 a 25 de novembro passado.
O diretor do Departamento Administrativo Financeiro – DAF, delegado Jocélio Franca Fróes, tem buscado os meios para fomentar os avanços necessários, possibilitando a adequação e modernização do setor, que é considerado o ponto nevrálgico da instituição.
O delegado de polícia Abelardo Inácio da Silva, Diretor da Academia de Polícia, disse que “a cibernética, por ser muito dinâmica, necessita ser acompanhada quase que em tempo real, sob pena de os usuários ficarem ultrapassados”, acrescentando que na área de Segurança Pública o bom-senso recomenda que seus atores devam estar sempre prontos a se anteciparem ao crime.
Conforme o delegado Higor Jorge, todas as pessoas que usam a internet devem ser conscientizadas sobre os riscos que estão submetidas e os principais instrumentos para que a utilização seja segura. Ele enalteceu a oportunidade da palestra para os servidores do órgão e falou sobre a importância de investirem na educação digital do usuário e na criação de boas práticas na utilização da internet para diminuir a incidência de crimes eletrônicos.
No decorrer da estadia em Aracaju, o delegado participou de reunião e discutiu projetos com a Comissão de Direito Eletrônico da Ordem dos Advogados do Brasil de Sergipe e encontrou-se com a delegada Katarina Feitosa, Superintendente da Polícia Civil do Estado.

Delegado falou sobre Crimes Cibernéticos em Votuporanga – SP

No último dia 18, a Unifev promoveu a palestra “Investigação de Crimes Cibernéticos e Dignidade da Pessoa Humana” no Fórum Jurídico do Curso de Direito.
Para apresentar a palestra foi convidado o delegado de polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge que é especialista na investigação de crimes cibernéticos e tem proferido palestras e cursos sobre o tema em todo o país.
O delegado destacou o elevado número de participantes no evento e disse que todas as pessoas que usam a internet devem ser conscientizadas sobre os riscos que estão submetidas e as principais instrumentos para que a utilização seja segura.
Ele também informou que os órgãos do governo, bem como outras instituições devem investir na educação digital do usuário e na criação de boas práticas na utilização da internet para diminuir a incidência de crimes eletrônicos.
Chamou bastante atenção da plateia alguns casos práticos de e-mails indevidos, conhecidos como “phishing”, que geralmente possuem a finalidade de “pescar” as informações confidenciais da vítima e escondem na maioria dos casos o desejo de obter vantagens indevidas para os criminosos ou produzir prejuízos para as vítimas.

Extraído do site: http://www.sistemamega.com/noticias/16252/Delegado_falou_sobre_Crimes_Cibern%C3%A9ticos_em_Votuporanga.html

O perigo dos crimes cibernéticos em Paranaíba – MS

Os crimes cibernéticos representam um grande desafio para os órgãos que promovem a investigação criminal e também para os usuários de internet que, na maioria das vezes, não fazem ideia das ameaças que estão submetidos quando acessam a rede mundial de computadores.
Sob essa perspectiva, no dia 20 de outubro, o curso de direito das Faculdades Integradas de Paranaíba (FIPAR) promoveu a palestra “Crimes Cibernéticos, Investigação Criminal e Segurança da Informação”.
A palestra foi apresentada pelo delegado de polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge, especialista na investigação de crimes cibernéticos e fez parte do Ciclo de Palestras de 2011 do curso de direito do referido estabelecimento de ensino.
O delegado Higor Jorge informou que as pessoas devem conhecer os riscos relacionados com a internet e também os principais procedimentos preventivos para a sua utilização com segurança. No decorrer da palestra ele manifestou grande preocupação com os dispositivos móveis que permitem acesso a internet, como por exemplo, os smartphones e os tablets e perguntou se os participantes da palestra utilizavam alguma forma de proteção do dispositivo. Apenas uma minoria das pessoas instalou antivírus no celular, o que mostra que dispositivos móveis estão vulneráveis e podem fazer com que elas se tornem vítimas de crimes eletrônicos.