Delegado proferiu palestra sobre crimes cibernéticos na OAB-SP

No dia 03 de junho de 2011 o delegado de polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge participou do Seminário “Crimes Eletrônicos nos Meios Eletrônicos e Dignidade da Pessoa Humana” realizado pela Comissão Estadual de Crimes de Alta Tecnologia da OAB-SP, presidida pelo advogado Coriolano Aurélio de Almeida Camargo.

O evento foi organizado pelo analista Fernando de Pinho Barreira da empresa The Perfect Link em conjunto com o Rotary Club de São Paulo e as Faculdades Integradas Rio Branco.

Na ocasião Higor Jorge, que é professor da Academia de Polícia e membro consultor da Comissão, proferiu a palestra “Crimes nos Meios Eletrônicos – Os Desafios da Segurança Pública”.

O delegado conversou com a reportagem e esclareceu que a prática dos crimes eletrônicos representa um desafio para os órgãos que realizam a investigação criminal e que a Polícia Civil do Estado de São Paulo, por intermédio da Academia de Polícia, tem realizado diversos cursos com a finalidade de capacitar seus policiais para que essa atividade seja realizada com a maior eficácia possível.

Para ele a pessoa que utiliza computadores deve ter noção de que a internet pode representar benefícios ou perigos para quem a utiliza e que isso depende da forma que ocorre o acesso à internet. Se a pessoa não tiver um bom antivírus, não atualizar o sistema operacional e os programas do computador constantemente e, acima de tudo, visitar qualquer tipo de site e clicar em links que não sabe da procedência, com certeza corre grande perigo. Por isso os usuários de computadores devem adotar certos procedimentos preventivos para que evitem ser vítimas de crimes cibernéticos.

O delegado manifestou preocupação com o fato de não existir uma lei que determine um prazo mínimo para que os provedores de acesso e de conteúdo armazenem os dados dos computadores utilizados pelas pessoas que navegam na internet. Além disso, ele criticou a demora dos provedores em fornecerem as informações de interesse da investigação e defendeu a necessidade dos órgãos do governo em conjunto com a sociedade civil realizarem um trabalho de conscientização para a navegação com segurança. Também defendeu a criação de um banco de dados nacional sobre organizações cybercriminosas e que a Polícia Civil, Polícia Federal e outros órgãos da persecução penal atuem de foram integrada na repressão a essa modalidade criminosa.

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