Implosão do prédio da TAM continua indefinida

Segunda-feira, 30 julho de 2007 CIDADE

Enquanto isso, avenida permanece interditada

A implosão do prédio da TAM Express, atingido pelo Airbus A320 no último dia 17, chegou a ser anunciada para ontem às 13h. Mas a empresa de aviação responsável emitiu um comunicado que dizia que só iria realizar a ação quando tivesse a liberação oficial por parte de todas as instituições envolvidas no trabalho de investigação e resgate das vítimas – a Defesa Civil e a Secretaria de Segurança Pública.

‘Eu tenho certeza de que ainda há vítimas lá, por isso fiz de tudo que podia para impedir que a demolição acontecesse antes da liberação oficial’, anunciou Sandra Assali , presidente da Associação Brasileira de Parentes de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa) , durante o início da caminhada em solidariedade aos familiares de vítimas do acidente.

A Secretaria da Segurança Pública informou que concluiu no sábado a busca por pistas que vão contribuir para a identificação dos corpos. Estiveram no local peritos do Núcleo de Crimes Contra a Pessoa, do Instituto de Criminalística para recolher fragmentos da aeronave que provavelmente têm vestígios das vítimas. Para auxiliar nesse trabalho foi utilizado também o ‘crime scope’, ferramenta que emite luz para detectar a existência de partículas orgânicas e microscópicas.

A Polícia Científica já concluiu sua parte do trabalho no local e, por isso, entregou o prédio à TAM – proprietária do imóvel.

A data para a implosão do que restou do prédio onde funcionava a empresa de cargas da companhia aérea segue indefinida. A CET informou que os desvios do trânsito na Avenida Washington Luiz , região de Congonhas, continuarão os mesmos durante esta semana.

Trio preso ao pichar prédio

Às 6h de ontem, três ho mens foram flagrados pela PM ao pichar com tinta branca a frase ‘Brazil é isso’ em uma parede do prédio da TAM Express. A empresa disse que entrará na Justiça contra o trio. No 27ºDP (Campo Belo), o delegado Higor Nogueira Jorge registrou o caso em um termo circunstanciado.

Os acusados disseram que são grafiteiros e queriam protestar pela memória das vítimas. Dos três, apenas André Luis Barbosa da Silva, 25 anos, ficou preso. Ele era procurado por acusação de furto. Os outros dois foram liberados. A polícia acredita que a invasão não prejudicará um eventual trabalho da perícia.

Extraído do site do Jornal da Tarde: http://www.jt.com.br/editorias/2007/07/30/ger-1.94.4.20070730.6.1.xml

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